Revista Chinesa faz Ensaio Sensual nos Destroços do Terremoto

maio 28, 2008

A Liberdade de Expressão é uma droga. Crucifique-me, vá lá, mas antes me diga: Existiria Créu na época da Ditadura? Nem a primeira velocidade!

Falam mal da China, que é isso, que é aquilo. Não sei, nunca fui lá. Mas uma revista (chamada The New Travel Weekly) passou um “pouco” dos limites, até mesmo para padrões americanos. Os caras simplesmente inventaram a idéia genial de fazer um ensaio fotográfico…nas ruínas do último terremoto, que matou mais de 50 mil pessoas!! Veja as fotos escaneadas da revista abaixo:

Golpe de marketing? Estratégia para protesto? Não sei, mas apoio totalmente o governo da China, que – adivinha – tirou a revista de circulação.

“Bem feito”, ou, em bom mandarim, 他们当之无愧. (Tamen dangzhiwukui)


Credibilidade nos Jornais – A Morte da Mídia Tradicional

maio 28, 2008

Eu tenho assisitido ao declínio do jornalismo desde que a internet começou a substituir a mídia impressa e a televisão como principal provedor de notícias, e confesso que acompanhar a tudo isso nem sempre foi bom.

Mas hoje, a notícia do topo da CNN foi o fim da linha.

Esse é o título que resume a notícia pra quem, como eu, recebe as notícias sem imagens pelo leitos de feed:

Crianças de 6 anos são forçadas a trocar sexo por comida, diz organização

“Um garota pobre do Haiti consegue ganhar $2.80 e um pouco de chocolate”, disse ela à uma instituição de caridade européia. Tudo o que ela tem que fazer é fazer sexo com um agente humanitário. Sua história é mais uma das alegações de que soldados da ONU abusam de crianças.

Mas se você ler toda a notícia, você verá que não tem nada a ver com uma criança de 6 anos sendo estuprada, mas sim o seguinte:

Na reportagem “Ninguém para se transformar” uma garota de 15 anos do Haiti disse aos pesquisadores “Minhas amigas e eu estávamos andando pelo Palácio Nacional numa tarde, quando encontramos alguns agentes humanitários. Os homens nos chamaram e mostraram seus pênis.”

“Ele ofereceram-nos 100 gourdes haitianos (o que equivale a U$2.80) se nós praticássemos sexo oral. Eu disse ‘não’, mas uma das minhas amigas fez e pegou o dinheiro.”

Esse vai e vem de informações é tão cheio de erros que chega a ser grostesco. A história muda de “Agentes humanitários pagam para fazer sexo com adolescentes” para “Crianças de 6 anos são forçadas a trocar sexo por comida.”

O maior problema com as notícias serem disseminadas online é que não existe isolamento geográfico (como no caso da mídia impressa ou TV), o que significa que todos as redes locais competem uma contra a outra para ver quem tem mais leitores. Logo, as notícias começam a serem feitas para atraírem o máximo de audiência… e a maioria das pessoas se preocupa muito mais com a Vida de casal de Angelina Jolie e Brad Pitt do que com muitas pessoas que desapareceram da cidade de Darfur esta semana (30,000 cliques ao total).


Azul = Angelina Jolie, Vermelho = Darfur.

Os jornais não ajudam mais, e sim fabricam notícias.

Antigamente, os jornais tinham uma credibilidade inabalável. Editores morriam por isso. Mas hoje, até os mais respeitados dos jornais do planeta está entrando na moda, e dando fim a era das informações precisas e do bom jornalismo.

Eu não sou o primeiro a fazer esta reclamação e eu não tenho nenhuma conexão com o mundo jornalístico, exceto por algumas lembranças do passado, quando eu dirigia o jornal do colégio.

Eu entendo que os jornais são um negócio e para darem lucro, não raramente devem ser guiados por publicidade. Eu também entendo que os jornais são uma força maior e que podem até manter o governo sob suspeitas através da disseminação da informação. Mas com todos esses artigos sensacionalistas, chamadas inapropriadas, eles simplesmente estão jogando toda a sua credibilidade fora em troca de diggs. Estão renunciando a tudo que construíram em troca de dinheiro – afinal, alguém tem que lucrar.
Original, em inglês: http://a.viary.com/bizblog/posts/the-death-of-news-credibility